HFR e O Hobbit

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Final de semana eu e a Cá fomos “dar um conferes” no filme Hobbit – Uma Jornada Inesperada, só que em High Frame Rate, ou seja, ao invés dos habituais 24 quadros por segundos estávamos diante de uma projeção com o dobro de frames.

O que conseguimos testemunhar foi o que parece ser o nascer de uma nova era no cinema, com um ultrarealismo absurdo da projeção. Se você já está abismado com a qualidade dos filmes Full HD espere para ver um fime em High Frame Rate.

Além disso, outro ponto “megaultra” positivo do HFR é a cristalinidade e brilho deste tipo de projeção. Esta característica ajuda e muito quando o filme é projetado em 3D, já que os óculos sempre acabam escurecendo as cenas. Aliás este foi o motivo pelo qual acabei abolindo as versões 3D de filmes “escuros”, como The Dark Knight Rises e Prometheus, justamente por temer este tipo de problema.

Claro que no início a gente dá uma estranhada no filme, o realismo é tamanho que dá a impressão que você está assistindo um espetáculo de teatro, com os personagens saltando da tela. Fiquei me perguntando o que o futuro nos reserva: já pensou no show da sua banda favorita sendo gravado com esta tecnologia? E a transmissão de uma partida de futebol?

Gandalf e os anões enfrentando o Goblin King

Gandalf e os anões enfrentando o Goblin King

Bom, já em relação ao filme eu diria que é muito bom e leva fácil um “four stars”, mas isso na visão de um fã da saga. Li algumas coisas na internet, de gente dizendo que o filme era longo, muito demorado, mas eu particularmente gostei bastante e saboreei cada segundo do filme. Existem partes desnecessárias no filme? Sim existem, assim como no livro. Então não me aborreci com certas passagens “tolkianas” sendo retratadas nas telas. Pelo contrário.

Na realidade parabenizo os realizadores que lançaram um Hobbit Versão Extendida já de cara, ao invés de introduzir uma versão “normal” e depois promover o material completo, como aconteceu com os 3 filmes anteriores d’O Senhor dos Anéis.

Existem partes que realmente seriam suprimidas se tivéssemos apenas um filme para contar a história toda, mas já que havia bastante material por que não fazer mais filmes? “Por que não lucrar mais?” alguns diriam, mas eu prefiro acreditar que um apreciador da saga estava por trás do projeto e, assim como eu, queria ficar mais tempo contemplando as paisagens, e profundezas, da Terra Média.

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On 8 de January de 2013
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